sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Muita gente ainda se admira quando posto fotos mais ousadas ou falo claramente sobre o que sinto ou penso; perguntam no inbox o que está acontecendo comigo. Acho que estavam muito acostumados com minha cabeça baixa.
A resposta é simples: eu me aceitei.
Eu passei a vida toda me achando menos que as pessoas ao meu redor: menos bonita, menos inteligente, menos magra, menos capaz. Vocês imaginam como é viver assim? Espero que não. Muitas pessoas que estavam em minha vida nesses anos em nada ajudaram, pelo contrário, aumentaram essa sensação de incapacidade que eu tinha.
Sim, eu adoeci. Sim, eu precisei de medicação e de tempo.
Mas aí como tudo acontece no nosso ritmo próprio e na hora certa as peças se encaixam (com ajuda sim) no início desse ano eu comecei a me ver com outros olhos.
Eu comecei a ver que eu não precisava ter 50kg pra ser bonita, não precisava alisar os cabelos pra estar aceita, não precisava usar só o que a sociedade achava certo pro meu tipo corpo, não precisava me privar de comer o que quisesse. Eu podia sim sair pra onde desse na telha e manter perto só quem me faz bem (porque morria de medo da solidão, e então vivia cercada de gente ruim só pra não estar só). Algumas pessoas foram essenciais nessa mudança e eu nunca vou conseguir agradecer à altura por isso, mas sempre que posso digo: você mudou a minha vida.
Então gente, eu vou sim falar alto, tirar foto de calcinha, andar mais colorida que um arco-íris, usar o cabelo armado, andar sem maquiagem, me envolver com quem eu quiser e beber todas as cervejas que eu sentir vontade porque essa vida aqui é minha, só minha.
Depois que eu aprendi que ninguém pode tirar minha paz e minha alegria sem a minha permissão, digo com sinceridade que o achismo ou cara torta de uns poucos que me cercam não fazem diferença nenhuma nos meus dias.
Todos temos uma vida, o que passa na cabeça do colega que está sentado aí ao seu lado jamais poderá ser entendido com exatidão por você. Julgue menos, aproveite sua vida.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma semana muito curta, mas cheia de despedidas.
Ainda pouco me despedi da pessoa que citei no texto anterior...e dói!
Dói porque jamais imaginei que tal pessoa chegaria até mim pra ser peça fundamental na minha mudança, no meu reencontro, e que iria embora tão rápido como chegou.
Agradecida serei sempre pela tarde que resolvi não ficar em casa, que disse sim ao café com os amigos. Aquela tarde foi fundamental pra que uma Alice machucada e doente voltasse a ser quem foi.
Depois daquele café eu voltei a ser leve e a gostar profundamente de quem sou. De como sou. De aceitar meus gostos estranhos e risadas altas sem um pingo de vergonha, de gostar do meu corpo que não segue padrões da sociedade...
Reaprendi a graça de ficar horas e horas tomando uma cerveja e conversando sobre a vida, viagens, pessoas, trabalho...tudo, sem cansar, sem me sentir diminuída ou menosprezada.
Reaprendi a graça de apelidos sem nexo e de passar vergonha em público.
Hoje eu quis dizer muito a essa pessoa, mas só agradeci.
A chance de nos encontrarmos novamente é muito pequena, mas espero conseguir, nem que por email, dizer o quanto esse período foi valioso e me fez ter a certeza de que ganhei um amigo, não importa onde esteja.
E muito mais que um amigo, eu me ganhei de volta...
Kissuki, meu fi...tu é foda bagarai, e graças a ti descobri que eu também sou!
(Te odeio porque tá me fazendo chorar, só por isso).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Acredito verdadeiramente que nada é por acaso e que ninguém entra em nossa vida sem ter algo a nos ensinar.
Meses atrás conheci uma pessoa e jamais imaginei que seria ele a peça que me ensinaria a ver a Alice novamente no espelho.
Naquela época eu estava totalmente destruída psicologicamente, e claro isso se refletia no meu exterior, eu realmente estava um trapo.
Graças ao amigo em comum que nos apresentou, nossas piadas e a grande lista de afinidades, hoje eu voltei a ser uma mulher que a muito estava esquecida (com triste sinceridade, ainda não acredito como eu tinha "desistido" de mim).
Reaprendi a me amar, a me aceitar, a me sentir bonita. E não, ele não precisou tecer elogios mil, ele apenas fez com que eu me sentisse assim, sem nenhuma palavra.
Cada piada, cada deboche, cada cerveja aberta entre gargalhadas incontroláveis, cada livro ou mensagem besta e sem grande relevância aparentemente, cada momento assim me despertou...
Me peguei pensando nisso agora que ele está indo embora, e sinto enorme vontade de agradecê-lo por ter me dado esse sopro de vida, mas sinceramente? Me faltam palavras!
Como agradecer quem te ensinou a viver novamente, e não apenas existir?

- Alice A.

"[…] Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra."

A Culpa é das Estrelas. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

!

"Se eu acreditasse em destino teria a certeza de que tudo foi programado pelo cosmos, ou simplesmente peça força resultante dos teus olhos preguiçosos, que combinado ao teu sorriso tímido são melhores que a paz que eu sinto ao ouvir um blues.
Se eu acreditasse mesmo no acaso, seguraria forte a tua mão e reclamaria das vezes que, mesmo ao teu lado, eu me senti mais distante que um país.
Se eu confiasse no meu mapa astral, poderia afirmar que no final de tudo tu borraria tuas cores no meu dia cinza.
Se eu fosse renegada de sentimentos, depositaria a minha fé em qualquer oração desacreditada, pediria para acordar todos os dias ao teu lado, porque teu abraço demorado me deu mais energia que os milhares de cafés consumidos.
Se tu me perguntasse sobre desatinos e recordações eu diria que lembro de ti de vidas passadas, da vida presente, sabe-se lá por quantas ainda!
Mas eu não quis acreditar em quase nada, nem nos versos e reversos que a vida me trouxe, nem na interferência de Júpiter sobre o signo de Leão, nem em sua combinação com o de Aquário.
Acreditei apenas nas ações, acreditei na dúbia realidade, na alegria de um sonho que se torna possível apesar de...além disso, nada.
Agora, o que nos resta o silêncio dos sentimentos."


Texto original da amiga Gleika de Lima e adaptado por mim tempos atrás!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ainda estou lá

Nunca uma palavra tão pequena teve tanta força: VEM!
Anos atrás tu me disse isso, e eu não pensei duas vezes
FUI! De corpo, alma, coração
De pernas bambas e sorriso aberto
Antes mesmo de embarcar eu já era inteiramente tua
Fui pra te ver com as mãos, pra te ler com o olhar.
Fui pra te conhecer quem eras, muito além dos bips, das telas, das palavras...
Fui e sorri, dancei, caminhei com a paz que só um coração tranquilo proporciona. Também chorei escondida no banheiro, e descaradamente no carro
Vi teu sono, tuas manias, teu carinho, tua frieza, teus livros com lindas dedicatórias, tuas roupas ordenadas, tuas toalhas jogadas
Vi as escovas que jamais ousariam ter tocado minha boca, e vi as cobertas que tanto gostei de me cobrir.
Fui e vi muita coisa nova, inclusive acompanhei um novo ano chegar
Fui e vivi, com a digna e necessária intensidade, cada pequeno momento
E como pra mim são grandes! E tantos! E eternos!
Dias atrás tu me disse de forma diferente, com intenções modificadas, com sentimentos maduros e cientes: VEM!
Um chamado tão diferente do primeiro...
Uma palavra que me chegou tão diferente...
Mas...como explicar pra ti que desde aquele primeira vez que fui...eu nunca voltei totalmente?

- Alice A.

sábado, 26 de setembro de 2015

Cair...e sempre levantar

Ainda me assusta a capacidade que o ser humano possui de ser egoísta.
Ainda me assusto em como tento sempre ver o lado bom das pessoas.
Ainda insisto, ainda dou chances, ainda perdoo.
Mas sempre chega o momento em que tu está tão machucada que já não vê alternativas pra deixar algumas pessoas próximas.
Aquele momento em que todo mundo percebe que o amor próprio não pode ser esquecido.
Sem ele...nenhum amor sobrevive.
Hoje, de uma forma mais madura e consciente, eu resolvi retirar mais algumas pessoas da minha vida.
Não as quero mal, nem tristes, e nem passando por situações embaraçosas.
Apenas quero que sigam.
Sigam e fiquem cientes que muito me ensinaram, afinal, quebrar a cara também é aprendizado.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Anos atrás eu fui diagnosticada com depressão e durante um bom tempo eu tentei me enganar e enganar os outros com relação a isso.
Tentei de todas as formas mascarar algo que me consumia dia após dia, a cada levantar ou não da cama. Por causa dos efeitos colaterais eu escolhi deixar os remédios de lado e optei por outras formas de tratamento.
Fiz boxe, defesa pessoal, comecei a pedalar...e me sentia muito bem, muito plena.
O que eu não sabia é que o "cão negro" não sei vai assim tão fácil, e por muitas vezes eu recaí.
Em uma dessas recaídas eu abri o jogo pras pessoas que eu julgava que entenderiam. Um casal de amigo segurou na minha mão naquela época e nunca mais largou, em contrapartida algumas pessoas me viraram as costas e disseram que isso era uma forma de chamar a atenção, que era frescura.
A reação dessas pessoas me doeu mais do que todas as crises de pânico que tive.
Por medo de estar só eu não abandonei essas pessoas. Que erro...
Não os abandonei e fiquei sendo criticada por inúmeras vezes.
Alguns dias atrás uma nova recaída. 
Dias no quarto, humor inconstante, muita fome ou fome nenhuma, o que fez com que minha pressão estagnasse no 8/5; nesses dias eu magoei pessoas que me querem bem pelo simples fato de sentir medo.
Senti medo de ser criticada por eles também.
Senti medo de ser julgada.
Senti medo de ser taxada de novo como alguém que quer aparecer.
O motivo de eu estar aqui escrevendo isso de uma vez só, sem quase respirar, é um só: não virem as costas quando alguém pedir sua ajuda.
Para um depressivo não é fácil contar e pedir sua socorro.
Não é fácil mostrar o que em nós dói.
Se alguém lhe contou, se alguém pediu, por favor, AJUDE!

Esse vídeo é bem interessante e esclarece muitas coisas, lembrando que cada pessoa vive a situação de uma maneira: https://www.youtube.com/watch?v=u5f7sWVEazs


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quando a gente endurece.

Lembro de te olhar nos olhos e tu estar muito ocupado olhando o celular. Sim, falando com ela
Lembro de como tu por muitas vezes parecia fingir que eu não estava ali, como em um certo aniversário que fomos...
Lembro de entrar no teu lar e ver uma escova de dentes a mais, uma toalha a pouco usada...
Lembro de chorar no carro da tua mãe e de ela me falar coisas que aquecem o coração.
Lembro de conversar com teu pai e te ver chateado em ter que nos buscar pra o jantar .
Lembro de não ganhar um abraço de "ano novo".
Lembro das vezes em que tentei falar contigo e teu celular estava desligado.
Lembro de tua avó pegando em minha mão e dizendo: "não deixe ele fugir, todos nós adoramos você".
Lembro hoje da sensação de perguntar algo que me doía e tu confirmar entre um cochilo e outro, com toda naturalidade que eu não esperava.
Lembro de como eu quis chorar naquela fila de aeroporto e de como eu sentia um nó na garganta que, por algum tempo, achei que jamais se desataria.
Lembro de ter tido uma crise de pânico em Brasília e de ter me sentido só, muito só.
Lembro que uma pessoa com medo de voar pediu pra segurar minha mão porque ela tinha medo...e seu aperto de mão na verdade curou o meu medo de seguir.
Lembro de contar dos meus problemas de saúde e tu achar que era uma forma de chamar a atenção.
Lembro de me despir pra ti, muito corpo e muito mais alma.
Lembro de ouvir que só eu te entendia.
Lembro muito mais que isso...e vez por outra me chamo de burra, de boba, de besta...provavelmente tu também tenha me chamado assim
Mas sabe, eu não me arrependo das coisas que fiz
Do que ouvi
Do que senti
Lembro mais ainda dos milhares de momentos bons, divertidos
Lembro sempre da sensação de felicidade, de estar em casa...e isso eu não só lembro, eu levo.
Apesar de tantas lembranças tristes estarem me rondando, sempre vou lembrar de que eu tentei.
Ser intensa é minha característica mais marcante, creio eu, mas eu pago preço.
E vou lembrar,,,

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Mudança...de planos.

Uma querida amiga que esse blog trouxe pra minha vida comentou esses dias e eu lembrei: "caramba! Eu tinha um blog. Eu gostava disso."
É, eu meio que tinha esquecido daqui, mas por causa dela eu lembrei de tanta coisa.
Lembrei que muita gente que está hoje na minha vida ao devo a esse espaço aqui. Lembrei que por causa dele eu conheci novos lugares, novas escritas, novos seres humanos e suas complexidades. Lembrei que eu sonhava...e ainda sonho.
Na última postagem eu estava de malas arrumadas pra uma nova vida, mas não rolou. Ainda.
É, ainda! O desejo de ir embora apenas cresce, e agora cresce de forma mais madura, mais consciente. É, eu realmente quero ir pra esse lugar que meu coração nomeou como casa.
Dessa vez os meus planos seguem um ritmo calmo, sem afobações ou devaneios.
Da última vez a minha ânsia, por mais que eu tenha demorado a admitir ou conscientizar, se deu pelo fato de não querer perder alguém, mas o que eu ainda não sabia é que a gente nunca perde o que nunca se teve.
Aí, de janeiro pra cá muita coisa mudou, se ajeitou, se embolou...
Mas de uma coisa eu tenho certeza e orgulho: cresci. Cresço a cada dia quando levanto disposta a ser melhor comigo e com o outro.
Cresci por deixar livre o que amo. Cresci por não me importar com o material. Cresci por não ter medo de deixar pra trás aquilo que me faz mal.
Da vida, a gente só leva mesmo as boas recordações, os bons sentimentos... "só possuímos da vida o que dela pudermos levar ao partir".
E já que esse espaço me trouxe tanta coisa boa eu resolvi voltar, de forma tímida ainda, mas disposta a fazer daqui um lugar de boas energias e bons sorrisos.


- Alice

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A hora da mudança.

Por muito tempo eu quis a mudança, a novidade, a vida que recomeça por escolha, aquela escolha que transforma. Dentro e fora.
Eu finalmente estou perto desse momento.
Depois de mais de um ano querendo, buscando formas, tentando, adiando...aqui vou eu.
Mês que vem eu finalmente começo a minha vida nova, a que eu escolhi.
Se eu disser que não estou com medo, estarei mentindo. Sinto medo, preocupação, ansiedade, tristeza...tudinho junto, misturado ao doce que é o recomeço, ao alegre que é ver que os sonhos são pra gente realizar, e cá estou eu indo realizar alguns dos meus.
Eu não sei o que acontecerá, e por mais que imagine sei que minhas ideias estão distantes do que deve ocorrer.
Sei que desistir é algo que não faz parte de mim, aliás, quem me conhece bem sabe disso.
Não sei o que esperar e muito menos sei como acalmar o coração que por aqui anda aos tropeços, aos pulos, batendo mais descompassado que o costume.
Talvez eu só precise de algumas palavras de incentivo, talvez nenhuma palavra e sim um abraço apertado. Talvez eu realmente só precise ir.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Caminho pelas ruas tão conhecidas por mim e pelos meus tênis coloridos, os passos no automático, o pensamento perdido enquanto as pequenas gotas de chuva caem em mim. Não ligo, eu bem gosto da chuva caindo em meu rosto...me sinto viva. 
Sento no conhecido barzinho, a mesa de sempre, cadeiras vazias e uma música que colabora com a melancolia. Sim, daquelas que cutucam qualquer ferida que tenhamos já sarada e esquecida.
(O que eu tô fazendo aqui, meu Deus?!)
Ah, bem sei! Aqui estou porque em casa enlouqueceria imersa nos meus pensamentos, aqui estou para não me sufocar com as palavras que decidi calar.
Sinto os olhos cheios d'água, falo baixinho tentando me convencer: ainda são os efeitos da chuva, um guardanapo resolve.
Olho pro céu, a chuva se foi...e que bonito ele está, e como me sinto confortada em olhá-lo.
Engulo a vontade de falar com cerveja gelada e deposito em um caderninho os meus sentimentos.
Lá eles estão seguros.
Eu também!

- Alice A.
(pra ouvir ao som de Passenger - Let her go)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Eu quero faz é tempo. Continuo querendo muito porque, como falei em uma frase pequena acima, eu resisto. Resisto às esperas também. Dia desses, na praia, barriga para o sol, olhos fechados, barulho do mar embalando os pensamentos, lembrei da frase sábia que diz "o fruto bom dá no tempo". Como acredito no invisível, achei que foi um sinal, uma resposta da Deusa do mar para as inquietações no meu coração. Achei bonito. É bonito não é?

Estou aqui, respirando fundo, tentando uma concentração melhor, trabalhando por dias mais bonitos. Continuo querendo... Porque querer, já é um passo em direção do que se quer. E, se já é um passo, está mais próximo o que quero. Na minha persistência diária,descobri, meus verbos são querer e acreditar. E isso é quase poesia para o meu coração.

Eu quero.
Eu acredito.
Eu venho encontrar!"

terça-feira, 18 de março de 2014

"E as estradas acompanham os meus passos. Não há absolutamente nada garantido: se chuva, sol, tristeza ou riso. Talvez um pouco mais do mesmo, talvez um monte do que desconheço. Às vezes um frio na barriga, a respiração curta, o coração apressado. E eu tentando colocar na nesga de medo, um pensamento azul de tranquilidade e delicadeza. 


Meus passos desenham estradas. Não há absolutamente nada previsto: se serra, mar, amor ou descompromisso. Sei que já conheço a tua boca, ainda guardo a força do teu abraço, ecoa em mim as gargalhadas das madrugadas e nossos corpos abraçados e nus, descansando da exaustão de tudo isso. 

E a minha vida segue compondo paisagens. E não há absolutamente nada comedido: todas as sensações em estado bruto, transbordam pelos olhos em estado líquido.

(Então a gente se encontra ali, daqui a pouco.
Com hora marcada, surpresa agendada, imprevistos no bolso)."

- Marla de Queiroz

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Limpo.

Quando o cansaço mental é tão grande que a estafa e o peso do corpo tornam-se mero detalhe.
Os últimos dias tem sido decisivos em tantos aspectos que mal consigo ordená-los, mal consigo digeri-los, a vida segue e eu vou no seu embalo aos trancos.
Cheguei a um ponto que realmente não quero por perto quem me tem só por utilidade, que não me quer em sua vida por algum significado que eu possa ter.
Me despedi de “amigos”, muitos, uma quantidade que me envergonha. Os mantive perto por medo da solidão. Há tanto eu havia notado que minha pessoa só era bem vinda quando convinha ou quando em  um favorzinho eu podia ajudar.
Eu já não tenho medo de estar só, aprendi a agradecer todos os dias os poucos que resolvi manter, os de verdade, e aprendi principalmente a apreciar a minha própria companhia.

Tenho aprendido tanto sobre mim...e tanto ainda tenho pra aprender sobre tudo.