sábado, 20 de abril de 2013

Alice A.

Tenho tentado ver o lado bom das coisas, um sentido pro que vivo ou não posso viver por algum motivo. O problema de tanta esperança e positividade é que uma hora o castelinho desmorona, a decepção vem, o choro baixinho é inevitável...
Não poder realizar coisas que quero me frustra demais.
Não poder ser eu mesma em vários momentos me mata um pouquinho.
Hoje estou cansada! Cansada da rotina, cansada dos nãos, cansada de pintar de colorido o que está em preto e branco.

segunda-feira, 8 de abril de 2013


"Vem! Que eu canto pra você as nossas chuvas
porque entendo esse nosso pacto com o vento.
Se nossos corações palpitarem em outras curvas e a gente se for,
é porque ainda nos nutrimos das possibilidades de outros caminhos.

(Mas, vem, que minha proposta é de um perpétuo movimento:
deste que nos faz vivos, confusos, certeiros, intensos, inteiros.)

Eu entendo essa roupa feita de jornadas.
Eu entendo essa alma impulsionada pela eterna busca.
Mas quando teu corpo inteiro só precisar de um aconchego,
te faço uma cama entre os meus seios
só pra você me contar sobre o fim do tempo da espera.

(Vem! Pra nos anteciparmos todas estas primaveras.)

sábado, 9 de março de 2013

Ma oee!


terça-feira, 5 de março de 2013

Acho que não sou boa com sentimentos. Eu sinto demais, tenho esperanças em excesso, e por tanto sentir acabo fazendo da melancolia uma companheira fiel.
Tenho uma mente fértil, um coração bobo e tantos sonhos...
Não tenho sido forte e segura o bastante nos últimos tempos; não tenho me dado bem nem com as palavras.
Me confundo, não expresso bem o que penso e sinto, cometo erros.
Tenho me doído por inteira.
Uma fragilidade exposta em rabiscos de agenda e olhares distantes em um fim de tarde.

sábado, 2 de março de 2013

As iniciais se escondem nas palavras não ditas, meu menino.

"É um fugitivo que se esconde entre notas musicais e alimenta-se de pétalas. Todos vêem as nuvens que desenha nos olhos. Eu o vejo doído, ameno e contido. Veja bem, meu menino sente com a força dos trovões, mas só enxerga quem ousa mergulhar além das pálpebras. Ele só salva quem não teme se afogar em suas águas. Não gosta de meio-termo. Metades o enojam. Repugna-se com o talvez. Suas mãos inquietas se espalmavam na mesa como um ritual em que continha-se a esticar até tocar não sei o quê. Mas precisava tocar. Afaguei seus dedos sem pensar. Ele não se afastou. Precisava conter suas mãos, ou também tocar. Era preciso ligar-se de alguma forma àquela alma indecifrável. Quando enxerguei aquele par de olhos desconfiados, soube que estava perdida. Olhava além daquilo que podiam ver. Via cada cicatriz como se fosse uma ferida recém-aberta, o sangue manchando a roupa. Assustava. Surpreendia. Fascinava. Me rasgou inteira, inspecionou cada curva da alma sem tirar os olhos dos meus. Mergulhei em seu mar e só notei quando senti seus braços me apertando o corpo. Poderia me afogar se quisesse, só para ver meu corpo submergindo em seu mar. Eu me renderia, só por ele, só por ser dele.

Era só ele. Era tudo ele.

Meu menino, tens meu coração entre os dedos."

—  Gabriela Santarosa

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Eu não fui. Ele não veio.
As circunstâncias e adversidades foram maiores que Norte e Sul.
A distância agora já não parece ser somente territorial, o moço se afastou também.
Entendo. Sim, eu entendo, há uma bela vida lá.
Lidar com expectativas e sonhos pode ser bem perigoso e frustrante, mas não há dúvidas de que nessa história encanto e desejo não faltam, assim como vontades e medos, sorrisos e pensamentos soltos pelo dia.
Um enredo que jamais alguém ousaria imaginar e que agora sem dúvidas já é parte de mim, seja lá como termine. Ou comece.

- Alice A.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Alices e nada mais.

eu, tu, nós, Alice que fomos,
tendo nossas corações molestados
pela cruel rainha de copas... será?
fomos tão inocentes assim?
seríamos Alices ou estamos mais para espectros de Hades?
talvez eu, personificada Perséfone em matrimônio com a morte
esta que a cabeça não me pouparia jamais,
estaríamos vivendo a dualidade de viver e morrer?
cá estou, observando esta guerra de titãs,
de peito aberto, tórax exposto, esqueleto...
sim, caro leitor, antes que levem-me o suspiro derradeiro,
faço-me pó, cinzas, tal como as que despejo nas esquinas das ruas
quando meu cachimbo não as suporta mais...
e meu eu-lírico, demente, suporta o quê?
tapas com luvas de pelica,
o escarro da boca beijada augustiana,
aquela mão que afaga é a que apedreja, já dizia o mestre...
e a pedra que brota desta mão, lançada, já se faz rocha,
indo de encontro ao meu corpo, teu corpo,
ainda suados, extasiados pelo amor que fizemos,
porém, estilhaçados, pelo golpe que uma pedra
é capaz de fazer...
permaneço Alice,
quieta, atirada naquele velho e mofado
canto escuro de minha sala.
sou eu, a velha Alice atrás do espelho.
 

- Bruna Matos

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

=)

 
"Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural."

domingo, 17 de fevereiro de 2013

"Eu não me importo, eu me entrego
(...)
A um bom livro antes de dormir
Ao hoje, ao agora e ao talvez
Ao compromisso de realizar meus sonhos
Desapego até dos meus esconderijos, aos berros
Deixe a deixa aberta, aperte um sorriso
(...) Entregue-se àquilo que te faz sentir."

- Tiê

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"All I wanna do and all I wanna be. All I wanna feel is something real..."


"Um amor clichê. É isso que todos nós esperamos na vida. Quem não espera, é por que não sabe o que quer, quando descobrir vai querer. Todos nós queremos, ainda que não saibamos expressar. Um amor clichê pra domingo ficar com preguiça, pra fazer os mesmos programas, pra contar as mesmas piadas. Um amor clichê de filme, como Lisbela sonhava, complicado, difícil, quase impossível, que passa sobre tudo e sobre todos mas no final sobrevive, mocinha e mocinho. Um amor clichê de conversar em silêncio por horas e horas, de velhinhos indo ao cinema com os casais de jovens suspirando e prometendo ficar assim. Um amor clichê de música do casal, de mãos dadas na areia da praia, de esperar a ligação, de responder o sms, de caneca de café pela manhã, de dias chuvosos.
Todos querem um amor clichê, pois os clichês são quase intermináveis e não têm pressa."

- Filipe Leão

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dos domingos de chuva...

Em certos dias eu não sei jogar esse jogo chamado vida. Eu caio, despenco, choro no canto, no escuro.
Em certos dias um vazio me envolve, me ensurdece, me deixa distante e bem sensível.
Nesses dias eu fico no automático. Sorrisos, trabalho, família, tudo fluindo sem grandes esforços ou desejos de superação.
Um dia a armadura de força, esperança e bom humor cai ao chão e eu fico totalmente vulnerável.
Qualquer dor vira a maior das dores, qualquer carinho transforma-se no carinho do século e as esperanças e desejos atingem seu ápice ou caem por terra junto com a moça inatingível.
Não sei ser meio, não sei sentir pouco, gostar metade, lutar só um 'cadin'...eu me entrego a tudo que quero, desejo, busco.
E sinceramente já não sei o quanto isso é bom.

 -Alice A.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Encantada com esse moço.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

 "Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito! Cheio de sabor."

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Só...apaixonante, viciante!