sexta-feira, 10 de julho de 2009

“Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar.”

( Pequenas Epifanias )

4 comentários:

Laís de Ponte disse...

Perfeito esse texto...
=)

Olavo disse...

Tambem estava assim..
mas continuo no aguardo..
Bom final de semana
beijos

Diego Andrade disse...

Todos nós temos momentos como esse. O melhor de tudo é que ele passa... mas as vezes volta. É da vida! rssss

Helô Müller disse...

Ele tocou no ponto certo ... Perfeito como sempre !!
Beijos, querida!
Helô