domingo, 30 de janeiro de 2011

Nene Altro

A dor da alma não se compartilha. E não passa. É atemporal.
Não diminui com a idade. Vem como a mão do demônio passando pelo
peito e espremendo tudo lá dentro. Ela te vence. E sempre, sempre se supera.
Você acha que se conhece. Acha que nunca mais.
Mas ela te conhece mais ainda.
Você fica velho. Ela fica sofisticada.
Essa maldita dor da alma nunca vai me dar paz.
Essa maldita dor da alma sempre quer me vencer.
É como uma máquina de tatuagem persistente
e sanguinária que a gente tenta ignorar mas sabe que está alí. Te rasgando.
Descaralhando sua vida. Insistindo em te mostrar que você não é forte.
Mas da mesma maneira que a dor da tatuagem te deixa uma marca bonita
a dor da alma te faz saber que você tem alma.
E isso já me faz erguer discretamente um pequeno sorriso no canto do lábio.
Porque enquanto essa dor desgraçada me acompanhar pelo menos sei que estou vivo.

5 comentários:

Dani Florêncio disse...

Profundo e verdadeiro!

francys disse...

O mais complicado é quando ela sangra e achamos que vamos morrer, mas, quando percebendo que estamos somente sangrando.
Bjs boa semana.

Rejane-Enajer disse...

Concordo plenamente!! ao ponto de o levar para meu Blog: http://gentequeescreve.blogspot.com/
Bjss

Rejane-Enajer disse...

Desculpa-me o engano , já consertei o erro, mas vc continua e com muita satisfação como mais uma escolhida pelo selinho , pois seus posts são muito legais.Bjsssssssss

margoh werneck disse...

adorei teu blog.Te sigo.

beijaooooooo