sábado, 30 de maio de 2009

Tenho sede de café: O gosto amargo que fica na boca, o líquido quente queimando garganta adentro, a insônia causada, o fundo da xícara que não é possível ser enxergado enquanto o café não é tomado até o fim. Mas eu sei que o fim existe, e ainda sim não me importo se estou tomando rápido demais. E eu sinto que o café de daqui a meia-hora não terá o mesmo sabor do de agora, ora fraco ora forte, nunca acerto nos mesmos gostos da sequência. Então você poderia me dizer: Faz bastante de uma vez só e coloca na cafeteira. Meu bem, eu gosto é do puro, do feito-na-hora, do prazer em sentir o novo passando dentro de mim, entendes? E é por isso que essa minha sede não acaba, tem sempre um gosto, do mesmo, diferente pra se sentir. [A.D.]

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Alice,

Escrevi pra vc..


Essa manhã tá tão fria que poderia ser inverno: Os olhos buscaram afoitos mas não havia flores.

Simplesmente amanheceu ontem e já se passou tanto tempo. Quer dizer, teria acreditado que seria assim, e teria mesmo sido caso não fossem as águas do rio que afluíram e desaguaram...

Poderia, eu, ser como as montanhas, belas e imponentes, aguardando o tempo que as sopra para longe e as esculpi como tais!

E também não é assim...

Seria mesmo, eu, num universo, o ponto bobo: que se avessa, não para e repete?

Talvez talvez!

Mas, quem sabe com o tempo...!?

Lih Neta disse...

Anônimo,muuuuuito obrigada!

=*